25 nov

Noticias

Caros participantes do Festival de Artes,

O mímico Alexandre Brum disponibilizou um material de sua autoria com uma tradução livre de algumas reflexões de Decroux. Clique aqui para visualizar!

22 nov

Último dia de enredos e redes da arte e da cultura

A 12ª segunda edição do Festival de Artes de Goiás, promovido pelo IFG, termina hoje, 22, com mais uma noite de cultura e arte. A cantora Grace Carvalho, encerra o evento com um show na Praça do Chafariz, às 21 horas. Antes, dança, teatro, música de raiz e performance são outras atrações do encerramento do festival.

Grace Carvalho deve animar o público com uma noite de muito samba. Mas a animação começa no fim da tarde, com o show musical do grupo Black Dogs, no palco aberto. Na sequência da apresentação do grupo, que é da cidade de Goiás, apresenta-se a Orquestra Raízes de Quirinópolis, formada por violeiros.

Além da música, a programação cultural de hoje conta com o grupo de dança Quasar Jovem, que apresenta os espetáculos Fica Comigo e Lupita. A apresentação é às 20h30, no Teatro São Joaquim.

O teatro também estará presente. O grupo goiano Nu Escuro apresenta a peça Gato Negro, às 19 horas, na Praça do Chafariz.  No mesmo local, às 17h30, será apresentada a peça Minguta das Almas pelos integrantes da Cia FarreCora.  E, às 18 horas, o grupo Coletivo Cartográfico faz uma performance na Praça do Coreto.

Debates

Guilherme Vaz, Paula Wenke e Carolina Nóbrega participam da mesa redonda Enredando as redes

Guilherme Vaz, Paula Wenke e Carolina Nóbrega participam da mesa redonda Enredando as redes

Na manhã de hoje, a mesa redonda Enredando as redes, deu continuidade aos debates sobre a produção cultural e artística no Brasil. O músico e artista multimeios Guilherme Vaz, a poetisa, diretora de cinema e teatro Paula Wenke, e a integrante do Coletivo Cartográfico, Carolina Nóbrega, apresentaram sua concepções de arte e contaram um pouco de suas experiências.

Guilherme Vaz elogiou o conceito do Festival de Artes, dizendo que a oposição à rede é o fragmento, o individual, e que o individual é o que funda a ideologia capitalista. “O conceito de rede pressupõe o contexto. Posso estar sendo pretencioso, mas vocês aqui, nós no Brasil, estamos juntando arte com outra arte, pessoas com pessoas, e isto é uma coisa nova”, disse.

Paula Wenke e Carolina Nóbrega trataram do estado da arte e de sua ligação com a vida. Carolina disse que a arte é um universo especializado, mas não autorreferente. Paula contou um pouco de sua experiência vanguardista de dirigir uma peça teatral na qual o público entre de olhos vendados.

À tarde, a partir das 14 horas, estará em discussão a formação profissionalizante em cinema, dentro da programação do seminário Cinema, Olhares e Formação, e os 12 anos do Festival de Artes de Goiás.

Fonte: http://www.ifg.edu.br/index.php/component/content/article/1-news/89408-ultimo-dia-de-enredos

22 nov

Festa nordestina encerrou a programação de ontem

Siba e a Banda Fuloresta animaram o público

Siba e a Banda Fuloresta animaram o público

Bastou o músico Siba Veloso começar a cantar para que a maioria das cadeiras, enfileiradas em frente ao palco montado na Praça do Chafariz, ficasse vazia. Ele e a Banda Fuloresta fizeram o público dançar, embalado por ritmos nordestinos e, principalmente, pelo frevo pernambucano. A noite de ontem, 21, encerrou-se com uma verdadeira festa nordestina na Vila Boa de Goiás.

Siba e a Banda Fuloresta estão fazendo um grande sucesso, desde o lançamento do disco Toda vez que eu dou um passo, o mundo sai do lugar, lançado em 2007. Siba é um ex-integrante da Banda do Mestre Ambrósio e pesquisador da música nordestina. Fez trabalhos individuais, mas se juntou à Banda Fuloresta – composta por músicos da Zona da Mata Nordestina – numa união do novo com o tradicional, com resultado que agrada aos mais diversificados públicos.

O Show de ontem teve como base o disco de 2007, mas contou com surpresas, como o repente de abertura, no qual Siba cantou a sua alegria de estar na cidade de Goiás.  O público, que lotou a praça, respondeu com muito entusiasmo e animação.

Siba e a Banda Fuloresta foram a última atração de uma noite repleta de atividades culturais. Antes deles, o grupo de percussão Impact(o) apresentou-se no palco do Teatro São Joaquim. Formado por alunos da graduação e do mestrado em música da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás, o grupo surpreendeu o público por sua performance inovadora, com a percussão apresentando novas linguagens musicais.

Ilusionismo

Duelo entre Mr. Sam e palhaço Sapeca

Duelo entre Mr. Sam e palhaço Sapeca

A diversidade artística e cultural do XII Festival de Artes de Goiás reservara ainda mais surpresas para o público. Uma das atrações da noite de ontem foi o espetáculo Duelo de Ilusionistas, do grupo circense Asas de Picadeiro.  No início da noite, os palhaços ocuparam o palco da Praça do Chafariz e fizeram a alegria da criançada e também dos jovens e adultos presentes.

O duelo de mágica entre Mr. Sam e o palhaço Sapeca encantou o público. Mr. Sam desafiou Sapeca fazendo surgir bombinhas e pedaços de pano e outras mágicas; Sapeca respondeu com caixas e sacolas vazias, de onde retirava bolsinhas e grandes dados. Para o público, o duelo não teve vencedor: ambos mereceram calorosos aplausos.

Antes do ilusionismo, música da mais alta qualidade para começar a programação cultural da noite.  Às 18h30, o Coro de Câmara do Instituto Federal de Goiás (IFG) apresentou-se na Igreja do Rosário.  Regido pelo maestro e professor Vinícius Carneiro, o coro apresentou peças sacras, dos séculos 15 e 16, e músicas de compositores brasileiros, como Camargo Guarnieri.

O Coro de Câmara é formando por alunos do curso Técnico em Instrumento Musical e da Licenciatura em Música, ofertados pelo IFG no Câmpus Goiânia. Na apresentação de ontem, a aluna do curso de licenciatura, Raíssa Almeida, integrante do coro, foi também a regente de uma das músicas executadas.

Diretoria de Comunicação Social/ Reitoria.

Fonte: http://www.ifg.edu.br/index.php/component/content/article/1-news/89407-siba-fecha-a-noite-de-sexta

22 nov

Programação dos espetáculos deste sábado no XII Festival de Artes de Goiás

14h30

12 anos de Festival de Artes de Goiás

Roda de Conversa

Local: IFG – Câmpus Cidade de Goiás

17h

Grupo: Black Dogs

Espetáculo: Show Musical

Local: Praça do Chafariz – Feira

O Grupo é composto de jovens que estão iniciando na área musical, e que busca alternativas de realizarem apresentações como forma de divulgar um novo trabalho e agradar o público presente com covers de bandas de grande sucesso como Pink Floyd e Led Zeppelin.

17h30  

Animação em Goiás – Audiovisual

Local: Câmpus IFG 

 17h30  

Grupo: Sérgio Campos

Espetáculo: Minguta das Almas – O assombraçãoo em Vila Boa

Local: Praça do Chafariz – Circo

O folclore na literatura goiana inspirou a pesquisa imaterial vinda da arte de contar causos, histórias e lendas, dizeres e superstições passadas de gerações marcadas por crenças e vivencias interioranas, dando voz ao MITO de encontro com a verossimilhança. Após estudos literários no conto “A procissão das almas” percebe-se a intertextualidade no referido conto, por Regina Lacerda, Cora Coralina, Augusta Fáro e Otto Marques. Ouvindo e criando surge à nova dramaturgia “O assombração em Vila Boa” Minguta das Almas personagem única da cena, trata-se de uma viúva virgem, amargurada e fofoqueira, é tradicionalista e encomendadeira de almas. Em noites de lua alta, sentada na porta de sua casa ou perambulando em becos conta lendas e casos de assombração, e por vezes conta casos acontecidos da vida alheia, afim de manter a ordem a moral e os bons costumes.

O monólogo tece uma teia de pensamentos norteado pela saga de estranhamento, da psique num flerte sobrenatural, onde a crença no castigo dialoga com a educação através do medo, costumes, inquietudes da “idade moderna” em um redemuinho ilusório Minguta, dona de “bênçãos e maldições” conta e canta versos em e prosa.

18h

Grupo: Coletivo Cartográfico

Espetáculo: Instruções para colapso

Local: Praça do Coreto

Instruções para o Colapso investiga a dança contemporânea em interface com a linguagem da performance. Nessa pesquisa, as criadoras-performers buscam se colocar em situações de risco que permitam que seus corpos sejam atravessados de informações, acontecimentos, sensações e estruturas espaciais. Dessa maneira, o corpo como entidade individual é questionado e, através de sua desconstrução, também a rua deixa de se apresentar como território fixo, sendo desnudada como um campo transitório e fragmentado. Essa desconstrução é provocada, aqui, através de diversos dispositivos, regras, agenciamentos, programas, movimentos, coreografias. Cria-se uma ordem para a desordem – instruções para o colapso.

 18h30

Grupo: Orquestra Raízes de Quirinópolis

Espetáculo: Show Musical

Local: Praça do Chafariz – Feira

A Orquestra Raízes de Quirinópolis ” José Henrique da Vila ” surgiu em 1° de maio de 2011, com projeto desenvolvido pela família de José Henrique da viola : Delair Maria de Faria , Patricia Daniela Faria Pontes, Geraldo Henrique Pontes , Valdecy Elita Pontes e amigos : Laura Lopes de Freitas, Delvânia dos Santos Freitas Silva, Vanessa Carvalho, Wanderson Lacerda dos Santos Paiva, Cleides Fernandes de Oliveira, Eliete Pereira dos Santos, Alaor Lopes, Maria da Guia Medeiros, Anicésio do Prado Cabral, João Batista da Costa, Valdeni José Marques Gonçalves, Marli Gonçalves Rios, amantes da cultura interiorana. O objetivo da Orquestra Raízes de Quirinópolis é resgatar a cultura tipicamente Goiana, valorizar o profissional divulgador desta beleza que é cultura goiana expressa através da música sertaneja raiz. Hoje a orquestra conta com a participação de 25 integrantes entre músicos, vocalistas e instrumentistas.

 19h

Grupo: Nu Escuro

Espetáculo: Gato Negro

Local: Praça do Chafariz  – Circo

A Cia de Teatro Nu Escuro é um grupo de atores/ encenadores que trabalha coletivamente, de forma horizontal desde 1996, tendo montado 14 espetáculos e realizado inúmeras oficinas de formação profissional e de público em diversos estados brasileiros e também no exterior, consolidando-se como uma das principais companhias de teatro do Centro-Oeste.

Gato Negro é o novo espetáculo de rua da Cia de Teatro Nu Escuro, inspirado em mitos populares do imaginário latinoamericano. Narra uma história, em uma fazenda no interior de Goiás no início do século XX,  de três irmãs que esperam por sete anos Samuel Godói dos Santos, que prometeu voltar e se casar com quem seu coração sentisse mais falta. Durante essa espera elas recebem a visita de um estranha criatura, meio homem e meio gato, que altera a rotina da vida dessas mulheres.

20h30

Grupo: Quasar Jovem

Espetáculo: Fica comigo e Lupita

Local: Cine Teatro São Joaquim

Vasculhando as nossas lembranças e memórias, exploramos a nossa essiencia; o que fica comigo; para transformá-las em dança. Assim, embalados pela riqueza sonora das Valsas Brasileiras, um universo que oscila entre o erudito e o popular vai sendo construído e desvelado através de um lento caminhar dos olhos sobre as imagens e ações da dramaturgia, criando na pulsão entre a vida e a morte o estímulo para que ela continue.

21h30

Grupo: Grace Carvalho

Espetáculo: Show musical

Local: Praça do Chafariz – Circo

Grace Carvalho iniciou a carreira artística em 1998 atuando como atriz do grupo de teatro “Guará” da Universidade Católica de Goiás (atual PUC). Neste grupo Grace descobre a paixão pela música e inicia a carreira de cantora se apresentando em eventos da própria universidade onde cursou psicologia. Depois disso a cantora se apresenta em bares e restaurantes de Goiânia, no interior do estado e Brasília com um repertório de MPB e Bossa Nova. Um tempo de estrada trouxe a ela a paixão pelo samba raiz e choro, assim deu inicio a uma carreira madura e sólida, mostrando seu trabalho em diversos eventos e festivais do Estado e outras regiões como Bahia, São Paulo e Brasília. Realizou diversos cursos de formação musical como o conceituado “Curso de Verão de Brasília” onde foi aluna da consagrada cantara da Bossa Nova, Fátima Guedes. Recentemente é a cantora oficial da Big Band do Estado de Goiás, a Banda Pequi, cargo que já foi ocupado pela cantora carioca Leila Pinheiro.

Fez uma temporada de shows na Europa onde se apresentou em pubs e restaurantes de Paris, Londres e Barcelona, cantando com músicos de diversas nacionalidades. A cantora lançou em 2010 seu primeiro disco com composições próprias, intitulado CAMINHANTE. Participou em 2012 do programa da Rede Globo “The Voice Brasil”.

 

 

21 nov

Oficinas, mostras e apresentações musicais e teatrais congregam visitantes

Cultura musical integra participantes

O quarto dia do XII Festival de Artes contou com uma programação repleta de atrações que emocionaram. Oficinas, mostras, exposições, apresentações musicais e teatrais reuniram visitantes de localidades diversas, com objetivos comuns: conhecimento, cultura e interação.

Alunos produzem escultutas em barroA tarde do dia 20 teve início com cantos, danças, mitos e oficinas de Percussão, Capoeira Angola, Jogo de Ori, Estética e Moulage Afro, Tecelagem Manual, Modelagem em Barro e Rádio-Comunicação na oficina interativa “Vivência cultural Afrobrasileira”, na Vila Esperança. Aluno do IFG, Luiz Henrique Rocha de Oliveira demonstrou entusiasmo ao participar da oficina “Modelagem em Barro”. “Gostei da cultura que foi apresentada e das técnicas de ensino adotadas. Foi muito interessante porque tivemos que utilizar nossa imaginação para produzir peças sobre o mito Otocanxoxô, que conta a origem de Oxóssi”. O aluno apresentou sua produção, um pássaro,  a todos os participantes.

Espaço Criativo

José Rogério de Carvalho (Kó) inspirou os participantes a criarem suas esculturas em pedra-sabão. Rodeados pela natureza e por obras de Kó, como é conhecido na região, os visitantes criaram objetos aproveitando a pedra fundamentalmente em seu estado natural. Kó ensina que “o bonito é a pedra no seu estado natural” e deixa claro que o pensamento ecológico deve estar presente em todo o processo de produção, da extração ao reflorestamento da área explorada.

Oficinas

Oficineira transforma aluno em pajéUma série de oficinas ocorreram paralelamente em um dos espaços do Festival de Artes. A oficina “As relações étnico-raciais na escola e a temática indígena” voltou o olhar para o ensino indígena nas escolas e propôs o estudo da Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008, que inclui no currículo oficial da educação nacional a obrigatoriedade do estudo da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. A oficineira Lindamar Oliveira, do Instituto Federal do Amazonas (IFAM),  dispôs, no chão da sala de aula, instrumentos de feitura indígena, como panelas e potes de cerâmica para apreciação e reconhecimento da produção dos índios. Também convidou um dos alunos para representar o pajé, dando a ele a bebida xibé, mistura de água com farinha de mandioca, e oferecendo aos demais presentes para provarem. Lindamar conduziu os alunos para a Praça do Coreto, onde realizaram um ritual.

A professora de teatro Paula Wenke, do Rio de Janeiro, desenvolveu “Teatro dos Sentidos”, aplicando atividades que buscassem o entrosamento entre os corpos, explorando os sentidos. Para isso, separou os participantes em duplas e, em área externa, um colega da dupla guiava o outro, que estava com a venda nos olhos e precisava tocar os objetos e ouvir os diferentes sons do ambiente. “No teatro a gente faz o outro. Com a brincadeira do cego e o anjo, a gente se coloca no lugar dele”, disse Paula.

A música também esteve presente com a oficina “Conjunto de violões: Arranjos e interpretações diversificadas”, ministrada pelo professor Gustavo Amui, na sala II. “É uma oficina prática, para elaborar e executar arranjos de músicas populares”.  Gustavo montou uma orquestra de violões. Dentre as músicas trabalhadas, estiveram “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, e “Velha infância”, dos Tribalistas.

“Recortes do cotidiano”, com Cleber Cardoso, enfatizou a perspectiva do fotógrafo sobre o objeto a ser fotografado, com a escolha de perspectivas, levando em consideração os sentimentos envolvidos na ação.  A proposta baseou-se na apresentação de desafios de palavras apresentados pelo oficineiro como tema para a fotografia. “O foco é trabalhar com equipamentos de fácil acesso e, com ele, traçar nossas narrativas, contando histórias do nosso dia-a-dia”, explicou Cleber.

O desenho oriental também foi lembrado. “Entre a caricatura e o mangá: integrando técnicas e culturas”, por Isac Teixeira, objetivou preparar os alunos para criarem desenhos que mesclassem um pouco das duas técnicas. Segundo Isac, “é uma forma de conciliar o sentimento e a arte, ou seja, desenhar pessoas de sua esfera pessoal em termos sociais e não sociais, respeitando os traços orientais”.

“Na arte mágica, devem existir percepção e sensibilidade”, explicou o artista circense Manuel Alves, ao ministrar a oficina “Circo, Ilusionismo e Ecologia” para um grupo de aproximadamente 15 alunos no auditório. O artista, ao reutilizar materiais ecológicos, tornou a oficina uma brincadeira e diversão para todos. A mágica da montagem da letra tê, de “tentativa”, recortada em pedaços de diferentes formatos e tamanhos, roubou risos e atiçou a curiosidade dos alunos para desvendar “o mistério da letra tê”. O objetivo da oficina é fazer mágica com material ecológico, como plástico, papelão, jornal, barbante e outros.

Além destes espaços, a quadra do colégio Alcides Jubé também foi ocupada com muita dança. “Danças Urbanas”, oficina promovida por Raquel de Siqueira, de Goiânia, trabalhou uma segmentação da dança urbana. “É necessário dançar de acordo com o ritmo e com o vocal da música”, diz ela.

Atrações

Quarteto encanta plateia com tributo a CarrilhoA emoção tomou conta dos participantes do XII Festival de Artes de Goiás que passeavam, durante a noite de ontem, pelas ruas históricas e pitorescas, quebrando barreiras geográficas para interagirem e participarem desse grande evento das artes. O teatro de Marionetes do “Musicircus”, da Cia Navegantes, foi o primeiro momento da programação da noite, seguido por Sérgio Morais e Grupo, com o Tributo a Altamiro Carrilho, e a Banda Aláfia.

A música uniu a todos na Praça do Chafariz. Flauta, cavaquinho, violão e pandeiro compuseram o choro, estilo musical de Sérgio Morais e Grupo, formado por Pedro Vasconcelos, Fernando César e Valério Xavier, em Tributo a Altamiro Carrilho. Sérgio revelou que desde 2012 toca a flauta herdada de Altamiro.

Altamiro Carrilho foi professor, instrumentista (flautista) e compositor. Gravou mais de cem discos e compôs aproximadamente 200 canções. É considerado por críticos e especialistas da área como um dos maiores flautistas da história do instrumento.

A homenagem foi perfeita junto à atmosfera saudosista das ruas de pedras irregulares e casarios antigos. O grupo também prestou homenagem à poetisa Cora Coralina, filha ilustre da cidade de Goiás. A plateia, paralisada pela música de boa qualidade, pediu bis e se levantou para aplaudir o quarteto. “Queria oficina de choro com Sérgio Morais, porque ele aprendeu com o melhor de todos, o Altamiro”, enfatiza o aluno do IFG, Rozinaldo dos Santos Miranda, que estuda Música no Câmpus Goiânia.

Aláfia encerra noite relembrando a Consciência NegraPara encerrar o Dia da Consciência Negra, a banda Aláfia apresentou-se com muito batuque, balanço e mistura de gêneros musicais de todo o mundo transformando o espaço, repleto de cadeiras, em uma pista de dança. A performance contou com um pouco de hip-hop, música tradicional, presença de MC, jazz e cultura afro. Relembrando a data comemorativa, o grupo falou de liberdade, de preconceito e homenageou aqueles que tiveram a contribuição braçal na construção da cidade de Goiás: os negros.

Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Formosa

Fonte: http://www.ifg.edu.br/index.php/component/content/article/1-news/89403-xii-festival-de-artes-

20 nov

Programação dos espetáculos de sexta-feira, 22/11, no XII Festival de Artes de Goiás

17h30

Grupo: Coletivo Artógrafo

Espetáculo: Cartografias e territórios. Laboratório Nômade: Local: Cidade de Goiás

Cartografias e Territórios. Laboratório Nômade é uma ação que se desloca por diferentes países, contextos e propõe a realização de percursos urbanos com o fim de ampliar a percepção, a visibilidade, reflexão e valorização dos bens culturais – tangíveis e intangíveis, materiais e imateriais.

Considerando que a cidade de Goiás configura-se como patrimônio da Humanidade, propõe-se a realização de percursos urbanos a partir do estudo de mapas e das vias “afetivas” que fazem parte da cidade e do imaginário local. Registros audiovisuais, desenhos e relatos de moradores serão desenvolvidos e integrarão uma intervenção coletiva  que ganhará ruas, casas e praças da cidade.

Uma grande intervenção composta por tecidos e palavras que refletem os vínculos das pessoas com a cidade – os patrimônios visíveis e invisíveis – será construída com a participação popular, de estudantes, moradores, costureiras, artistas e não artistas. O coletivo ARTÓGRAFOS [Artistas Cartógrafos] integra o Museu Aberto BR e a Rede Internacional de Educação Patrimonial, que participa da organização do II Congresso Internacional de Educação Patrimonial que ocorre entre 28 a 31 de outubro na Espanha, França e Brasil. A intervenção coletiva desloca para Goiás as reflexões debatidas na Europa e Brasil com o objetivo de instaurar em Goiás, por meio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, um Observatório de Educação Patrimonial no Centro Oeste.

18h  

Grupo: Coro de Câmera IFG

Local: Igreja do Rosário

O Coro de Câmara do IFG tem a formatação de projeto de ensino e é formado por alunos do curso técnico em Instrumento Musical e da Licenciatura em Música do Instituto Federal de Educação de Goiás – Câmpus Goiânia. Idealizado por seu maestro, Vinícius Carneiro, iniciou suas atividades em 2010. Desde então vem atuando em eventos institucionais e externos, inclusive em encontros de coros em Goiás e outros estados, com repertório transitando entre o erudito e popular, desde a renascença até obras contemporâneas.

 

19h

Grupo: Asas de Picadeiro

Espetáculo: Duelo de Ilusionistas

Local: Praça do Chafariz – Circo

O Espetáculo “Duelos dos Ilusionistas – a mágica para além dos seus efeitos” é um show de ilusionismo diferente, que enaltece a beleza e a riqueza da diversidade cultural das Artes Cênicas. É um ato de criatividade e inovação contemporânea, que une técnicas de circo e Artes Mágicas para falar de ecologia e cultura de paz, com um toque de alegria e encantamento. Premiado duas vezes pelo Ministério da Cultura nos editais da Funarte, o referido espetáculo encontra-se em cartaz nas escolas públicas da grande Goiânia, contemplado pela Lei Goyazes/Secult Goias e Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia.

 20h30

Grupo: Impact(o)

Espetáculo: Live Performing

Local: Praça do Chafariz – Circo

O Impact(o) vem atuando na divulgação do repertório da música de vanguarda e na produção de espetáculos multimídia. O grupo já se apresentou em cidades como Belo Horizonte e São Paulo. Está envolvido em projetos artísticos com FUNARTE, SeCult-GO, CNPq, FAPEG e MEC.

21h30

Grupo: Siba e a Fuloresta

Espetáculo: Siba e a Fuloresta

Local: Praça do Chafariz – Circo

Nascido na cidade cosmopolita do Recife, em uma família que até hoje mantém sua forte ligação com suas origens rurais, Siba cresceu entre a cidade e o interior, dois mundos que fazem parte de um mesmo todo. Desde seus primeiros contatos com as tradições da Mata Norte, começou uma longa história de aprendizado e colaboração, exercitando ao longo dos anos os fundamentos da poesia ritmada para se tornar um dos principais mestres da nova geração do maracatu e dos cirandeiros. Ao mesmo tempo, como membro da banda Mestre Ambrósio, desenvolveu um estilo musical inovador e singular, da qual o diálogo entre o tradicional e o contemporâneo, o passado e o presente, a rua e o palco são marcas distintas.

Após viver em São Paulo por sete anos, Siba voltou para Pernambuco em 2002 para começar a “Fuloresta”, um grupo formado por músicos tradicionais de Nazaré da Mata, uma pequena cidade com 30 mil habitantes, distante 65 km de Recife. Seu álbum de estreia, “Fuloresta do Samba”, foi gravado com uma unidade móvel perto de Nazaré, e lançado em 2003, seguido de apresentações em todo o Brasil.

O grupo também fez quatro turnês européias entre 2004 e 2009 desenvolvendo com o tempo sua habilidade de adaptar uma música que dura a noite inteira para o formato mais conciso dos palcos. Segundo Siba: “Nunca entendemos nosso passado ou nossas tradições como uma gaiola. Pelo contrário, nossa tradição nos oferece um vasto vocabulário, e nós nos esforçamos para usá-lo todo dia e a noite toda. É impossível reproduzir a maneira como envolvemos toda a comunidade na poesia e nas danças durante a noite toda, mas na hora ou nos 90 minutos que os festivais oferecem temos uma grande oportunidade de mostrar nosso impacto musical”.

 

20 nov

A programação do XII Festival de Artes de Goiás nesta quinta-feira

17h30

Grupo: Coletivo Artógrafo

Espetáculo: Cartografias e territórios. Laboratório Nômade

Local: Cidade de Goiás 

Cartografias e Territórios. Laboratório Nômade é uma ação que se desloca por diferentes países, contextos e propõe a realização de percursos urbanos com o fim de ampliar a percepção, a visibilidade, reflexão e valorização dos bens culturais – tangíveis e intangíveis, materiais e imateriais.

Considerando que a cidade de Goiás configura-se como patrimônio da Humanidade, propõe-se a realização de percursos urbanos a partir do estudo de mapas e das vias “afetivas” que fazem parte da cidade e do imaginário local. Registros audiovisuais, desenhos e relatos de moradores serão desenvolvidos e integrarão uma intervenção coletiva  que ganhará ruas, casas e praças da cidade.

Uma grande intervenção composta por tecidos e palavras que refletem os vínculos das pessoas com a cidade – os patrimônios visíveis e invisíveis – será construída com a participação popular, de estudantes, moradores, costureiras, artistas e não artistas. O coletivo ARTÓGRAFOS [Artistas Cartógrafos] integra o Museu Aberto BR e a Rede Internacional de Educação Patrimonial, que participa da organização do II Congresso Internacional de Educação Patrimonial que ocorre entre 28 a 31 de outubro na Espanha, França e Brasil. A intervenção coletiva desloca para Goiás as reflexões debatidas na Europa e Brasil com o objetivo de instaurar em Goiás, por meio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, um Observatório de Educação Patrimonial no Centro Oeste.

19h00

Grupo: Cia Navegantes – Espetáculo: Musicircus – Teatro de Marionetes

Local: Cine Teatro São Joaquim

O palco se transforma em picadeiro, arena das ilusões. Nele, as marionetes da Cia Navegantes se encontram com o universo encantador da música e com a magia do circo. Este é MUSICIRCUS, um espetáculo que fascina e surpreende plateias de todas as idades. Personagens como o engolidor de facas, o perna-de-pau, os cuspidores de fogo, os lutadores de sumô e outras grandes atrações se apresentam em uma divertida sequência de esquetes musicais e números do circo. Músicos populares e figuras lendárias como Tom Jobim e Astor Piazolla também chegam ao mundo dos bonecos para integrar a fantástica trupe do MUSICIRCUS. O Apresentador do Circo, estrela da abertura da novela “As Filhas da Mãe”, da rede Globo, entra no palco convidando com simpatia os artistas do seu circo musical, que já participou de inúmeros festivais nacionais e internacionais, encantando pela sofisticada manipulação e surpreendendo pela qualidade técnica das personagens.

 20h30

Grupo: Sérgio Morais e Grupo

Espetáculo: Tributo a Altamiro Carrilho

Local: Praça do Chafariz – Circo

Falar de Altamiro é fácil e difícil. Fácil por sua genialidade, que o levou a uma vasta produção musical como flautista e também compositor. Difícil pela mesma genialidade: seriam necessárias páginas e mais páginas para enumerar tamanhos feitos importantes para a música brasileira, aqui e mundo a fora.

Neste show, Sérgio traz um repertório que mescla composições de Altamiro Carrilho e choros de Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e outros, eternizados em suas apresentações e gravações através de seus arranjos peculiares. Para essa homenagem, um time de primeira foi escalado: Fernando César (violão de 7 cordas), Pedro Vasconcellos (cavaquinho), Valério Xavier (pandeiro). Discípulo do grande Altamiro Carrilho, desde 2012 Sergio toca com sua flauta principal, uma Haynes de 1950 herdada a pedido do próprio mestre.

21h30

Grupo: Aláfia

Espetáculo: Show

Local: Praça do Chafariz

Desde 2011 quando o bando Aláfia esquentava afinidades em uma temporada de shows no centro de São Paulo, a fala da Rua, o frescor dos encontros e o contato profundo com a ancestralidade afro-brasileira são aspectos fundamentais nas criações do grupo. Urbana, Aláfia está nas quebradas, Augusta ou Vila Madalena. Está nas quermesses, saraus, terreiros e salões. Atento à luta, o bando pertence à cidade em transe, Aláfia está em punga.

Ao registrar o encontro em disco, Aláfia soma à imensa massa sonora do bando a estética do sample, incorporando elementos que vão da palma ao clap, do disco de 78 rpm ao Rap, do quarteto de cordas à programação eletrônica, da rima improvisada ao Oriki iorubá. É possível farejar em um labirinto de infinitos discos e referências, inspirações como manifestos de identidade e pertencimento indo de Wilson Batista, ao Mano Brown, o grito e agressividade de James Brown, a palavra em luta de Gil Scott Heron e Last Poets, o espírito funk de George Clinton e Stevie Wonder. Aláfia é música de Roda e celebra isso com as participações de Lews Barbosa, Lurdez da Luz, Raphão Allafin, Luciana Oliveira, Rafa Barreto, Akins Kintê, Quarteto Alma Negra e Karla da Silva. Como sugere a capa, Aláfia é disco pop. Como pipoca, Aláfia é explosão, oferenda e ritual. Da batucada ao baile funk.

20 nov

Primeira mesa debate arte, história, música e patrimônio cultural

Mesa

Lilian, Robervaldo e Daniel (da direita para a esquerda) apresentam primeira mesa

Com o tema Enredandos as Redes, a primeira mesa do XII Festival de Artes trabalhou três abordagens diferentes em um mesmo debate. O primeiro palestrante, o professor de Comunicação Social na Universidade Federal de Goiás (UFG) e do mestrado em Performances Culturais na Escola de Música e Artes Cênicas (EMAC), Daniel Christino, falou sobre “Perfomance, dissimulação e ambiência como enredos”.

Robervaldo Linhares Rosa, pianista, musicólogo e professor da EMAC/UFG, foi o segundo palestrante da manhã. Ele abordou “A Música e a história na Belle Époque carioca”. A terceira e última palestrante, a artista visual curadora e pesquisadora no campo da arte urbana contemporânea, mestre e doutora em artes pela Universidade de São Paulo (USP) é pós-doutoranda pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Lilian Amaral, fez uma apresentação e debate sobre “A Cartografia como Metodologia para conexão entre pessoas, cidades e patrimônio”.

Performance e ambiência como enredos

Daniel Christino fez uma breve apresentação sobre as cortes medievais no século XVI para abordar a noção de performance, passou pelos conceitos de Martin Heidegger para explicar a tonalidade afetiva e a ambiência e finalizou ligando esses conceitos com o debate sobre a realidade própria instituída pelas artes.

Daniel explicou que o conceito de ambiência relaciona-se com a forma que processamos o ambiente, a forma como o ambiente é constituído por dispositivos. O professor utilizou termos abordados por Heidegger para explicar a relação de afetividade que temos com os objetos ao nosso redor. “Todas as nossas relações com os objetos estão permeadas por afeto, os objetos tem a capacidade de estabelecer uma tonalidade afetiva. A ambiência trabalha a relação entre nossa sensibilidade e objetos como obras de arte que produzem vivência em nós”, argumentou Daniel.

O professor explanou ainda sobre como a ambiência relacionada com a performance dá uma ênfase maior na relação do homem com o mundo e afirmou que a performance é a construção de um espaço comum. Para explicar a construção performática, Daniel fez uma releitura das cortes medievais e mostrou a diferença entre dissimular e simular, a primeira característica esconde uma qualidade ou objeto que temos, enquanto a segunda mostra algo que não temos. “Ora o real, ora a ilusão nos recolhe; e a alma, em definitivo, não tem outros meios exceto o verdadeiro, que é sua arma – e a mentira, sua armadura”, finalizou Daniel ao citar uma frase do livro “A Alma e a Dança” de Paul Valéry.

Música e história na Belle Époque carioca

O professor Robervaldo Linhares começou sua apresentação fazendo uma abordagem histórica sobre o início da Belle Époque no Rio de Janeiro. Robervaldo relatou as profundas mudanças sociais que a capital carioca sofreu em sua paisagem urbana para embelezar a cidade e conferir ao Rio ares de uma cidade moderna e cosmopolita, a exemplo da capital Francesa, Paris. Nessa mudança, uma nova distribuição hierárquica e geográfica foi feita na capital, a elite passou a morar na região centro-sul e o “povão” na região norte.

Para mostrar a importância da arte como formadora de opinião, Robervaldo exibiu charges da época que criticavam essa nova divisão geográfica da cidade. Ao apresentar a primeira charge com o nome “Diz me o que cantas…direi de que bairro és”, o professor explanou sobre a relação entre a cidade e a música, entre as classes sociais e a música. “As práticas musicais se diferenciam em relação às regiões urbanas e as práticas culturais se diferenciam em relação às classes sociais”, disse Robervaldo ao afirmar que essa discrepância ainda existe. O professor ainda falou sobre como o violão na época era proibido na alta sociedade e o papel do piano como símbolo de status social.

Ao abordar sobre a figura do pioneiro, Robervaldo exibiu a segunda charge “Fala meu Louro…eu sou o rei do samba”. O musicólogo e pianista lembrou como o piano consegui interligar os dois mundos na época ao introduzi-lo no choro para que esse fosse aceito na alta sociedade e citou Chiquinha Gonzaga como exemplo. “A análise da Belle Époque carioca e dessas charges que a representam revelam um importante momento da história brasileira no qual as leituras dos espaços urbanos revelaram uma rede de enredos”, afirmou o professor. Robervaldo encerrou sua apresentação do tema com um áudio de uma regravação feita por ele de um samba da época.

Cartografia como metodologia para conexão entre pessoas, cidades e patrimônio

A artista visual Lilian Amaral iniciou sua explanação sobre a ideia da cartografia artística e social e da herança cultural baseada em objetos, no significados que as pessoas atribuem as coisas. Lilian afirmou que cartografia é pensar nas relações da parte com o todo, não apenas na relação espaço temporal, porque os espaços são reinventados pelo habitante humano que o performa.

A artista fez uma analogia entre cidade e museu. “A cidade é um museu e os bairros são acervos próprios”, disse Lilian ao começar uma exibição de fotos dos patrimônios culturais dos bairros estudados em seu projeto de pesquisa “Arqueologia de Rua: Realidade Urbana Aumentada”. Lilian ainda afirmou que a cidade é o lugar da experiência compartilhada, é o lugar da negociação do viver junto.

Lilian abordou o Observatório de Educação Patrimonial criado em 2010 na Espanha e citou a recente criação de uma Rede Internacional do Observatório de Educação Patrimonial. “O Patrimônio é ativo para pensar as relações do homem com o mundo. Há no momento um movimento de glocalidade, de reexistência do lugar, um movimento que utiliza o mapeamento e a cartografia para lutar contra a homogeneização do mundo globalizado”, relatou Lilian. A palestrante pediu para os participantes do festival aderirem a ação #oqueepatrimonioparavoce. Para isso bastar postar uma imagem de algo que conecte a pessoa com o que representa patrimônio na visão dessa e colocar a hashtag mencionada acima.

“Um som, uma comida, um objeto, uma mensagem, diversas coisas e pessoas compõem nossa memória e formam nosso patrimônio cultural”. Lilian entregou um papel a todos presentes e pediu que escrevessem o significado de patrimônio para cada um e depois interagiu com os participantes debatendo sobre os conceitos que foram escritos. A artista finalizou convidando todos para participarem da intervenção urbana “Laboratório Urbano: Cartografias e Territórios” que ela está realizando durante o Festival no pátio do IFG Câmpus Cidade de Goiás.

A segunda mesa com o mesmo tema, Enredando as Redes, acontecerá neste sábado, dia 22, às 9h no Cine Teatro São Joaquim. Guilherme Vaz e Paula Wenke serão os palestrantes.

Comunicação Social/Câmpus Goiânia Oeste

Fonte: http://www.ifg.edu.br/index.php/component/content/article/1-news/89402-xii-festival-de-artes-de-goias

20 nov

Feira cultural, teatro e apresentações de dança e música marcam terceira noite do evento

Grupo Guará

Grupo Guará apresenta na Praça Chafariz

Ontem, dia 19, após as oficinas ministradas à tarde, os participantes do XII Festival de Artes e os moradores da Cidade de Goiás assistiram diversas atividades culturais que aconteceram das 17h30 até às 23h, entre elas destacou-se a exibição da peça teatral Farsa da Boa Preguiça e a apresentação da dança Concreto do Grupo Solo e Mega Break Crew.

 

Laborátorio Nômade: Cartografias e Territórios

A artista visual Lilian Amaral começou a montar ontem, às 17h30, a arte Coletivo Artógrafo que utiliza as técnicas de Cartografias e Territórios  por meio do projeto do Laboratório Nômade que tem o objetivo de mapear as memórias da cidade e instaurar um observatório de educação patrimonial. Segundo Lilian, o Laboratório Nômade trabalha com o tripé pessoas, cidades e patrimônios.

“Estamos construindo uma obra com redes, para estimular as redes de afeto que enredam as pessoas com o coletivo e as tornam mais conscientes do patrimônio cultural que possuem. Nosso intuito é criar aqui um caleidoscópio para mostrar como as pessoas se relacionam com o patrimônio cultural, é uma cartografia artística e social. O patrimônio é vivo e flexível e queremos trabalhar a educação patrimonial por meio da arte contemporânea”, explicou Lilian.

Lilian participa de mostras e organiza projetos no Brasil e exterior no âmbito da poética urbana contemporânea e patrimônio intangível e realiza desde 2013 o projeto de Extensão Realidade Urbana Aumentada – Laboratório Nômade. Esse projeto visa buscar através das técnicas da cartografia criar experiências das pessoas com o lugar, com o território. “É uma alegria para mim poder participar do Festival de Artes e realizar a primeira experiência de arte plástica na América Latina da ação #oqueepatrimonioparavocê iniciada no workshop do II Congresso Internacional de Educação Patrimonial que aconteceu em outubro em São Paulo”, contou Lilian que abordará esse tema hoje, dia 20, na mesa Enredos em Rede às 9h no Cine Teatro São Joaquim.

Palco Aberto

O Palco Aberto – Mostra Artística da Rede de Institutos Federais – é um espaço destinado às apresentações de alunos tanto do IFG quanto de outros institutos. Ontem, às 18h, os alunos do câmpus Almenara do Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG) fizeram suas performances. Primeiramente, a banda Gênesis animou os presentes com músicas pop/rock e, em seguida, o grupo de dança exibiu passos de street dance.

“É muito bacana essa iniciativa do IFG de dar esse espaço para alunos de outros institutos mostraram seus talentos. Foi uma oportunidade incrível apresentar no Festival de Artes, não havíamos ainda apresentado para fora e nem em um evento tão grande como esse. Estamos amando o Festival de Artes, estamos encantados com essa oportunidade, com a beleza de Cidade de Goiás e com toda as apresentações e organização do evento”, afirmou Cleudiana Porto Silva, 16 anos, aluna do cursos Técnico Integrado em Agropecuária no IFNMG. As manifestações artísticas no Palco seguem até o dia 21, sexta-feira, no circo montado na Praça do Chafariz, sempre no período das 17h às 19h.

Feira Cultural

Ontem, às 18h30, a diretora geral do IFG Câmpus Cidade de Goiás, Lisandra Lavoura Carvalho, a professora de artes do câmpus e integrante da comissão organizadora do evento, Ana Rita da Silva, a prefeita da Cidade de Goiás, professora Selma Bastos, e a secretária de Cultura da cidade, Goiandira de Fátima Ortiz de Camargo, abriram oficialmente a Feira Cultural na Praça do Chafariz.

“É uma honra ser parceira do IFG nesse Festival. Essa Feira tem o objetivo de mostrar os saberes peculiares dos moradores da Cidade de Goiás. O IFG tem sido um diferencial em nossa comunidade e tem contribuído para nosso objetivo de transformar nossa cidade em um polo turístico e um polo educacional”, relatou a prefeita professora Selma Bastos.

A Feira de Artesanato e Gastronomia Saberes das Mãos exibe trabalhos artesanais feitos pelos moradores da cidade e oferece o melhor da comida típica goiana aos participantes do Festival. Além do artesanato e da gastronomia, a Feira conta com apresentações culturais. Ontem, os Tapuios Mirins da Escola Estadual Dom Abel apresentaram uma dança regional e o Grupo de Catira Brasilete Caiado do mestre Tiãozito fez sua tradicional performance.

A Feira Saberes das Mãos estende-se até sábado e inicia-se sempre às 17h. Hoje, dia 20, ocorrerá a apresentação do Grupo de Dança do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Amanhã, dia 21, será a vez do Grupo Quebra de Algema fazer uma exibição de dança urbana. No encerramento no sábado, dia 22, acontecerá o Show Musical Black Dogs, o espetáculo Minguta das Almas e a apresentação da Orquestra Raízes de Quirinópolis.

Farsa da Boa Preguiça

A peça Farsa da Boa Preguiça atraiu a atenção de todos que passavam pela Praça do Chafariz e encheu o local de espectadores. Com a direção de Samuel Baldani, o Grupo de Teatro Guará da Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC/GO – arrancou muitos risos dos presentes com uma peça cômica e dançante. O texto de Ariano Suassuna abordou as artes, a cultura popular e as tradições religiosas.

Concreto – Apresentação de Dança

dancaconcreto

Grupo Solo faz performance no Cine Teatro São Joaquim

A terceira noite do XII Festival de Artes foi encerrada com uma performance dramática do Grupo Solo e Mega Break Crew. A apresentação trabalhou com luzes, sons e estilos diferentes de dança para impactar a plateia presente no Cine Teatro São Joaquim com mensagens sobre preconceitos raciais e de gêneros.

A Mostra Audiovisual da Rede de Institutos Federais e a Mostra Audiovisual  do Reginaldo Saddi que estavam marcadas para ontem, foram adiadas e acontecerão hoje às 17h.

Comunicação Social/Câmpus Goiânia Oeste

Fonte: http://www.ifg.edu.br/index.php/component/content/article/1-news/89401-xii-festival-de-artes

20 nov

Oficinas do Festival de Artes envolvem participantes em diversas modalidades artísticas e culturais

oficinaOficinas do XII Festival de Artes de Goiás estão distribuídas na cidade de Goiás pelas praças, colégios, igrejas, nas salas do prédio do IFG e em outros pontos. São espaços que proporcionam aos participantes oportunidades decontato com diversas formas de expressão cultural e artística. Os oficineiros são profissionais experientes convidados para ministrar as apresentações e os inscritos são, na maioria, alunos dos 14 câmpus do IFG.

As oficinas foram iniciadas nesta quarta-feira, 19, e prosseguem até a sexta-feira, tendo tempo variado de duração. A Oficina de Canto Lírico, por exemplo, é desenvolvida nos três dias com a mesma turma, e os encontros estão possibilitando aos participantes uma experiência de aprimoramento com a cantora lírica Malu Mestrinho. A professora de canto do IFG, Rita Mendonça, destaca que o valor das oficinas no Festival de Artes é integrar os alunos em ação multidisciplinar, além de proporcionar a eles “um fazer fundamentado e historicizado”.

A estudante de História, Sabrina Alves, fez a opção por oficinas mais breves e vai participar de atividades diferentes a cada dia. Ela se inscreveu para as oficinas Composições Corporais – Mímica, Dança Contemporânea e Audiovisual. Sabrina diz estar fascinada pelo contato com tantas formas de expressão artística sendo executadas em ambientes históricos.

No Festival de Artes, o esporte também mostra seu encontro com a arte. É o caso da oficina Slack’arte, nome que faz uma analogia à modalidade esportiva chamada de slackline, ainda pouco conhecida e que se fundamenta no equilíbrio do participante sobre uma estreita fita de nylon. O oficineiro Marcelo Emos explica que a prática desse esporte é uma espécie de terapia, por trabalhar o equilíbrio e a integração entre as pessoas. Durante a oficina, os participantes se auxiliavam mutuamente para evitar a própria queda e a queda dos colegas.

Veja a relação de todas as oficinas que estão sendo realizadas no XII Festival de Artes de Goiás, no blog do evento.

Coordenação de Comunicação e Eventos – Câmpus Aparecida de Goiânia

Fonte: http://www.ifg.edu.br/index.php/component/content/article/1-news/89400-xii-festival-de-artes

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