Professoras debatem relações entre Filosofia e Educação

Professora e escritora Maria Lúcia Aranha

O debate Filosofia e Educação foi o primeiro do 3º Encontro de Filosofia do Instituto Federal de Goiás (IFG), realizado durante o X Festival de Artes de Goiás. O evento, que começou às 8 horas na Cinemateca do IFG, reuniu as professoras Maria Lúcia Arruda Aranha e Carmelita Brito (IFG), com a mediação de Maria Eliane de Souza (IFG).

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Maria Lúcia criticou a escola de hoje. “O impasse da educação é superar a fragmentação dos saberes, a eficácia a qualquer custo e o progresso sem reflexão”, afirmou. Para a professora, é preciso ensinar os estudantes a pensar, dando condições para a autonomia e a emancipação. Carmelita lançou algumas provocações, apontando dificuldades de diálogo entre filósofos e cientistas, escolas que não valorizam o ensino da Filosofia e a repetição do discurso sobre o alcance da cidadania pela Filosofia. “Por que o conceito de cidadão está tão esvaziado? O cidadão se tornou um consumidor”, criticou.
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Concordando com a fala, Maria Lúcia afirmou que os fins da Filosofia não são apenas a cidadania, embora o estudo da primeira leve à última. “Estudando os textos filosóficos, o aluno pode ter contato com a realidade em que vive. Mas a formação dos professores também é um problema, porque, fora das universidades, ele tende a ser um generalista”.

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Participantes de peso
Para o estudante de Filosofia Guilherme Alves da Silva, 22 anos, o debate expôs questões importantes sobre a educação e a profissão. “O evento trouxe participantes de peso, com diferentes percepções e bom nível de ideias. Conheci mais sobre as dificuldades que os professores têm e que nós também encontraremos”, disse.

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Coordenação de Comunicação Social – Campus Jataí

Texto: Mateus Lima
Fotos: Silvio Quirino