Programação acadêmica e cultural movimenta Festival nesta quarta-feira, 1º

O X Festival de Artes do Instituto Federal de Goiás (IFG) abre a programação desta quarta-feira, dia 1° de dezembro, às 8 horas, com a primeira atividade do Encontro de Filosofia, a conferência Filosofia e Educação. A professora convidada Maria Lúcia Arruda Aranha (SP) debate o tema com a professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) Carmelita Brito, na Cinemateca do Campus Goiânia. Logo em seguida, a professora de São Paulo participa dos Diálogos Filosofia.

.
Paralelamente ao Encontro de Filosofia, continua o 9º Seminário de Educação Estética, com os Diálogos Interartes, às 8h30. Participam os professores Ciane Fernandes, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Edith Derdyk (SP) e Makely Ka (MG). Além da programação acadêmica, às 12 horas o Grupo Nervo, do Amapá, apresenta Assepsias: Corpos Finitos, um conjunto de performances distintas que exploram algumas possibilidades simbólicas relacionadas ao ato de asseptizar o que por algum motivo se torna indesejado .

A programação noturna desta quarta-feira, dia 1, fica por conta da Orquestra de Câmara Goyazes, do Coro do IFG e do Coro Ciranda da Arte, que apresentam um concerto na Reitoria Nossa Senhora das Graças (ao lado do Centro de Convenções), às 20h30.

Espetáculos

A programação da quarta-feira conta ainda com dois espetáculos: Dúplice, de Rodrigo Cruz e Rodrigo Cunha, às 11h30, no palco externo montado no estacionamento do IFG, e Makunaíma na Terra do Pindorama, do grupo Teatro que Roda, às 19h30, que vai percorrer os arredores do campus.

.
Prêmio de Melhor Espetáculo no Goiânia em Cena 2008, Dúplice aborda o encontro de um bailarino-ator com um ator-bailarino, dois mercadores representando uma mesma mercadoria, dois artistas cênicos ‘vendendo’ a mesma cena. Makunaíma na Terra do Pindorama é uma livre adaptação do clássico Macunaíma, de Mário de Andrade (1928). Na interpretação do grupo Teatro que Roda, o carnaval é o fio condutor da história, o carnaval simples, na rua, dos amigos do bairro.

Sinopses
Assepsias é um conjunto de performances distintas apresentadas durante o evento pelo Grupo Nervo onde explora-se algumas possibilidades simbólicas relacionadas ao ato de asseptizar o que por algum motivo se torna indesejado. É uma limpeza que ao esburgar deixa resíduo e despoja.

Dúplice

Duas pessoas distintas, dois lugares diferentes. Situações semelhantes num mesmo instante. Um e outro, você e outro você, você e você mesmo.Dobrado, fingido, forjado. Do encontro de um bailarino-ator com um ator-bailarino surgem dois mercadores representando uma mesma mercadoria. Dois artistas cênicos ‘vendendo’ a mesma cena. Dois polos antagônicos e interdependentes. Duo e duelo.Com parco aparato tecnológico, a trama se desvela sustentada pela cumplicidade e o diálogo corporal num jogo rítmico e físico, cênico e sonoro. O palco é preenchido por gestos e ações, movimentos e sons  que evidenciam a presença dos intérpretes.

Makunaíma

Em Macunaíma, Andrade tenta escrever um romance que represente o multi-culturalismo brasileiro. O livro possui estrutura inovadora, não seguindo uma ordem cronológica e espacial. É uma obra surrealista, onde se encontram aspectos ilógicos, fantasiosos e lendas. Na montagem do Teatro que Roda, o carnaval é o fio condutor da história. O grupo buscou no carnaval mais simples, o carnaval dos amigos do bairro, do pequeno bloco de sujos, que resiste fazendo a sua festa sem nenhum “glamour”, o ponto de partida para apresentar a tribo dos Tapanhúmas e o Herói do Mato Dentro. O carnaval na rua com sua singeleza e capacidade aguda de criticar é o material que convida os espetadores.

Coordenação de Comunicação Social/Campus Itumbiara

Texto: Ana Paula Vieira
Fotos: divulgação