Relatos e Comunicações marcam atividades nessa terça-feira,30

 O 10º Festival de Artes de Goiás, que teve início no último dia 27, iniciou na manhã de ontem, (30) atividades de comunicação e relatos de experiências. A programação faz parte do 9º Seminário de Educação Estética, realizado pelo Instituto Federal de Goiás, e sediado este ano no Campus Goiânia.

 Ao todo foram 24 apresentações que envolveram temas como: artes visuais, música, fotografia, pedagogia e dança. Baseado no tema comPOSIÇÕES, o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Wolney Fernandes falou ao público sobre o trabalho produzido em parceria com o professor Odailso Berté, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

 O objetivo do estudo foi se apropriar de grandes obras de artes para promover reformulações e discussões sobre a cultura visual. Wolney Fernandes explica que a bricolagem – técnica utilizada no trabalho – propicia a elaboração de outras narrativas, deslocando o sentido atribuído às obras. Um dos exemplos apresentados foi a obra “Acordes”, resultado final do trabalho inspirado na tela “A Morte de Marat”, de Jacques-Louis David. Segundo o professor, a obra foi “bricolada” com o intuito inicial de promover o reconhecimento e por fim, o estranhamento do público.”Sugerimos um desmoronamento da estrutura linear da obra ao propor outro significado de arte.”

 A arte também foi tema da exposição feita pela professora Martha Rodrigues de Paula, do IFG – Campus Luziânia. A professora analisou a instalação, Antas, obra do artista goiano Siron Franco. Para ela, o artista questiona os problemas do cotidiano, por meio de um discurso crítico implícito na obra.

Dança


 Analisar a dança como possibilidade profissional. Este foi o objetivo do estudo realizado por Cláudia Cardoso Barreto, da Secretaria Estadual de Educação de Goiás, que investigou o aspecto do reconhecimento da profissão. A professora observou que, devido a especificidade do mercado, a docência é a escolha mais comum entre os profissionais de dança que atuam em Goiás.

 Durante o estudo, a professora entrevistou também artistas conceituados que conseguiam ganhar a vida trabalhando com a arte e, por fim, investigou o aspecto jurídico da atuação do profissional bailarino e coreógrafo em Goiânia. Para tanto a professora analisou a maneira como as instituições auxiliavam os trabalhadores-artistas no sentido de esclarecê-los sobre seus direitos e deveres.

 Ela explicou que em muitos casos, no Estado de Goiás, persistem relações de trabalho mantidas na informalidade.  “Apesar da profissionalização, verifiquei que muitos bailarinos ainda atuam com contratos temporários renovados várias vezes dentro da mesma instituição”.

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Coordenação de Comunicação – Campus Inhumas
Jornalista: Isaura Carrijo
Imagem: Título: “Acordes” da obra “Maratona assassinado” de Jacques-Louis David.
Autores: Odailso Berté e Wolney Fernandes