Debates marcam último dia do festival

Foi realizado na manhã desta quinta-feira, 02, o Painel das Linguagens com os temas música, danças populares, artes visuais e teatro, compondo a programação do 9º Seminário de Educação Estética. Participaram dos debates professores de artes do Instituto Federal de Goiás (IFG) e de instituições de outros estados como Instituto Federal do Ceará (IFCE).

Enock Sacramento

O ciclo de debates teve início com uma palestra do Enock Sacramento, crítico e autor de livros sobre a arte brasileira. O estudioso debateu as vantagens e desvantagens da crescente popularização das artes visuais. Em seu discurso, Enock definiu hibridismo e questionou contaminações na arte contemporânea. O crítico utilizou, inclusive, imagens de manifestações artísticas produzidas no próprio festival para exemplificar e enriquecer sua fala.

Danças

Com o assunto Danças Populares: vivências, processos de criação e performances, a palestrante Lourdes Macena, professora de teatro do IFCE, explicou que a dança tradicional popular está ligada ao rito e à festa marcados pela memória e sentido que tem para quem faz. “Eu vejo a dança popular, tanto as mais dramáticas quanto as mais simples, como algo híbrido. Ela estimula a saúde, bem-estar e a autoestima. Favorece o desenvolvimento de potencialidades e representa um caminho para o reconhecimento”, afirmou Lourdes. Lourdes Macena

Alexandre Nunes

Na área de teatro, Alexandre Nunes, da Universidade Federal de Goiás (UFG), discorreu sobre o tema Teatro: sínteses e fronteiras. A temática escolhida abordou uma analogia com a mitologia grega. “Antes não tinha conceito e no lugar de conceito, eles (os homens) tinham deuses”, afirmou. O palestrante ainda falou sobre  teatro pós-dramático e arquétipos.

Palestra Ibaney Chasin
O professor e escritor Ibaney Chasin falou sobre a obra de Claudio Monteverdi e a técnica de canto. Ibaney, docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), escreveu dois livros abordando o compositor italiano. Na palestra, ele abordou a importância da técnica para a música e as diferenças entre canto e fala. “Um cantor que não sente, não canta. Cantar é expressar a alma”, declarou Ibaney.

O professor também relacionou as características que um bom músico deve ter, dentre elas a universalidade e a modéstia “em entender a complexidade de se fazer música, como qualquer outra atividade, para poder se expandir”, explicou. Ele também considerou a visão evolutiva da história da música como algo nocivo, pois leva a acreditar que a produção musical do passado

Ibaney Chasin

tem um valor estético inferior ao que foi produzido posteriormente.

Coordenação de Comunicação Social/ Luziânia/Jataí/Formosa

Texto: Francyelle Rocha, Mateus Lima e Fernando Coêlho

Fotos: Sílvio Quirino