Espetáculo Dúplice mistura dança contemporânea e teatro

Artistas Rodrigo Cruz e Rodrigo Cunha

Desde o aquecimento para entrada no palco, os artistas Rodrigo Cruz e Rodrigo Cunha já demonstraram que o espetáculo Dúplice seria uma apresentação rica e criativa. Os artistas corriam entre o público realizando alongamentos e movimentos corporais, deixando os presentes sem entender ao certo se o trabalho artístico já havia realmente começado.

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O espetáculo, que teve início às 11h30 desta quarta-feira, 1º, no palco externo do X Festival de Artes de Goiás, discorre sobre a duplicidade do ser humano. Os dois artistas travam disputas corporais durante toda a apresentação, utilizando técnicas da dança contemporânea e de percussão vocal. Segundo o artista Rodrigo Cruz, a apresentação é uma representação fiel da vida, em que a disputa, consigo mesmo e com o outro, é constante e ininterrupta.

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Durante uma hora, a plateia prestou bastante atenção aos movimentos desenvolvidos pelos artistas e alternava expressões de surpresa, espanto e sorriso. Para o professor de dança do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Black Escobar, que assistiu à apresentação, a linguagem utilizada pelos artistas foi diferente. “Eles utilizaram linguagens do teatro e da dança e valorizaram o espetáculo”, diz o docente.
A aluna do Curso Técnico Integrado de Trânsito Bárbara Lídia disse que gostou muito da apresentação e o que mais lhe chamou a atenção foi a não utilização da comunicação verbal. “Os artistas conseguiram passar a sua mensagem utilizando apenas a comunicação corporal”, analisa a estudante.
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Exemplo a ser seguido

Rodrigo Cunha é um ex-aluno do campus de Goiânia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG). Ele conta que viu nascer o Festival de Artes e presenciou a primeira edição do evento. “Fico muito feliz em poder participar como artista deste evento. É uma sensação muito boa ver a dimensão que o Festival tomou. Tenho certeza que vai crescer ainda mais”, relata o artista.
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Coordenação de Comunicação Social/Campus Formosa
Texto: Fernando Coêlho
Foto: Sílvio Quirino