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A 10ª edição do Festival de Artes de Goiás apresenta propostas peculiares de proposições artísticas, que passam por diversas linguagens como música, dança, artes visuais e teatro, enfatizando a multiplicidade e a variedade não só das linguagens, mas dos discursos e pensamentos artísticos.  Daí o misto característico do universo das artes contemporâneas, que gera ambiguidades, paradoxos, surpresas e contradições, inquietações essas que levaram ao tema: Polifonia.

Ao procurar estabelecer um diálogo próximo da comunidade artística e acadêmica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, que se estenda também na relação com o contexto local e seus diversos públicos, o Festival de Artes de Goiás, que engloba também o 9° Seminário de Educação Estética, o 3º Encontro de Filosofia – Filosofia e Fronteiras – e o 2° Fórum de Professores de Arte da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, promove um espaço já consolidado como um modo peculiar de proposição artística, apresentando-se como uma proposta diferenciada de política e produção cultural no Estado.

A insurgência, a academia e o patrimônio, vivenciados sob uma infinidade de olhares, são as principais características do Festival de Artes de Goiás, que problematiza o papel da arte na sociedade contemporânea, nas culturas e na educação, e, ainda, na produção de conhecimentos acadêmicos, bem como reconhece a arte como um dos meios privilegiados e efetivos de construção de novas formas de pensar o mundo, o que são sem dúvida, os maiores e mais evidentes objetivos do Festival.

Considerando ser fundamental a divulgação e debate sobre as artes em âmbito local e nacional, o Festival evoca discussões sobre fronteiras, hibridismos, pertencimentos, ausências, domínios e não lugares. Pela dimensão significativa conquistada ao longo desses dez anos, o Festival ganha cada vez mais espaço na vida artística e cultural do Centro-Oeste com a intensa participação de artistas, pesquisadores, professores, alunos e a comunidade em geral, de diversas localidades de todo País.

Por meio de palestras, oficinas, mesas-redondas e espetáculos que apresentam a criação de artistas locais e nacionais, tudo de forma gratuita e aberta ao público, a partir dessa edição o Festival efetiva sua ação em todos os campi do IFG. O evento volta a ser realizado anualmente, sendo de dois em dois anos na capital – Goiânia – e intercaladamente nas demais cidades onde o Instituto Federal de Goiás está presente: Jataí, Inhumas, Itumbiara, Uruaçu, Anápolis, Formosa e Luziânia.

o encontro de filosofia

O Festival de Artes de Goiás, a partir de 2006, inseriu  em sua programação o Encontro de Filosofia. Com intensa participação de professores, alunos e da comunidade em geral o objetivo foi o de dar abertura aos diversos olhares que se interpõem e que ajudam a construir a arte, levando o participante a apreciar e a refletir sobre o papel da estética e da arte na sociedade contemporânea.

O Encontro de Filosofia está em sua 3ª edição e tem o objetivo de promover o intercâmbio entre filosofia e arte, como meio de construir novas formas de pensar e de celebrar a arte e a estética como importantes patrimônios da cultura humana.

Esse ano, o tema: Filosofia e Fronteira coloca como eixo principal da discussão o olhar sobre a Filosofia e a Educação com a presença de autores de renome, que vão discutir dentre outras questões a importância da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade.

Rodrigo Godá: a máquina voadora que inspira o conjunto de diversas linguagens em um todo harmônico

O artista goiano Rodrigo Godá, também conhecido como R. Godá, é o homenageado nessa edição do Festival. Suas obras, baseadas em pinturas e desenhos compostos por engenhocas como máquinas voadoras, inspiraram a criação de toda identidade visual do X Festival de Artes de Goiás.

As técnicas mistas como aquarela, lápis, grafite e tinta acrílica que formam os desenhos do artista remetem a imagens de folhas, flores, detalhes diversos que constituem com precisão técnica e harmonia todos os elementos. E é essa mistura de diversos detalhes, que resultam em um todo harmônico que se assemelha com o tema do Festival de 2010: Polifonia – a multiplicidade de sons capazes de formar um conjunto harmonioso, em seu sentido estrito.

Alegre, colorida e cheia de humor, a obra propaga mensagem de otimismo que demonstram a capacidade das máquinas de inventar flores, oceanos, animais, plantas em qualquer tempo e lugar e cheias de detalhes. Podem ser as diversas que formam um todo engrenado em uma máquina voadora!

sobre R. Godá

Rodrigo Godá nasceu em 1980, iniciando a carreira como artesão e, posteriormente, passou a se dedicar às artes plásticas como autodidata. Desde 1999 o artista já realizou exposições individuais e coletivas em todo o País, fez ilustrações para periódicos e suas obras estão em diversos acervos públicos e particulares, como a Coleção Gilberto Chateaubriand, um dos mais importantes acervos do Brasil.

R. Godá cria um mundo novo composto por engenhocas movidas por uma mecânica rudimentar e acentua suas condições ao mesmo tempo mágicas e arcaicas perante as grandes inovações tecnológicas. O artista materializa ideias e constrói mundos de encantamento que levam o público a direções desconhecidas, pelos elementos de contínua atividade intelectual e gestual que se apresentam nas obras.