Sobre a cidade

UM POUCO DA HISTÓRIA DE LUZIÂNIA

  Igreja Rosario

Santa Luzia, atual Luziânia, tem suas origens em 1746 quando Antônio Bueno de Azevedo, paulista de Atibaia, comandando uma bandeira vinda de Paracatu-MG descobriu jazidas de ouro no Rio Vermelho. A descoberta atraiu um grande número de pessoas para o povoado.

No local onde hoje está a Igreja de Nossa Senhora do Rosário havia antes uma modesta casa de oração que, ao que tudo indica, foi o marco inicial da cidade. Essa pequena capela, localizada às margens do garimpo, teria sido o início do arraial que começou a se estruturar ao seu redor, crescendo a partir dali em direção à Matriz. De fato, o núcleo histórico de Luziânia é composto basicamente pelas duas ruas que interligam essas igrejas.

A casa de oração foi demolida para dar lugar à nova Igreja. Sabe-se que por volta de 4 de fevereiro de 1760 a demolição estava concluída pois, segundo as crônicas locais, nessa data foi realizada uma missa campal no lugar. Mas, passaram-se ainda seis anos para que a iniciativa da nova construção fosse tomada.

A Igreja do Rosário teve sua construção iniciada em 02 de junho de 1769. Foi construída para o público de negros livres e escravos, pois temiam algum movimento de insurreição que poderia ocorrer a qualquer instante, pois a participação dos negros na população local já se encontrava em mais de 400 pessoas.

Enfim, a construção dessa Igreja tinha o objetivo de evitar possíveis revoltas, incentivando a manifestação religiosa dos negros. Sua frente é voltada para a direção de São Paulo – por que uma Igreja para os brancos era voltada para o nascente enquanto a que era para os negros se voltava para São Paulo?

Essa Igreja é a que mais mexe com a curiosidade dos moradores e visitantes por causa de lendas que dizem que há ou havia ouro debaixo dela – não se sabe se era ouro enterrado pelos escravos ou se era ouro não garimpado – além de existir restos mortais de escravos. Esta Igreja permanece até hoje, apesar de ter passado por várias reformas e ter chegado a ficar interditada por causa de risco de desabamento.

Em 1934, o frei dominicano Gabriel Maria de Menezes supervisionou uma reforma na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, quando foram feitas várias alterações. Foram amputadas, ao fundo, parte do cômodo por trás do altar-mor e metade das salas laterais. Foi diminuída a altura das torres. Internamente, foram retirados três altares com imagens de Santa Luzia, Sagrado Coração de Jesus e Sagrado Coração de Maria, que foram levadas para a Igreja Matriz. Foi demolido o antigo púlpito localizado na parede lateral direita. Na capela mor havia um único nicho para a imagem de São Benedito. Foram adicionados mais cinco, ficando três de cada lado da capela. Na segunda metade do século XX, com a construção de Brasília, Luziânia sofreu com o rápido repovoamento, momento em que grande parte do seu núcleo histórico foi descaracterizado.

Em 13 de dezembro de 2000 houve sua reinauguração com celebração de missa. No segundo semestre de 2010 foi interditada para uma nova restauração e no dia 25 de setembro de 2011, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, o Governo do Estado de Goiás e a Prefeitura Municipal de Luziânia entregaram as obras de restauro da igreja com um bela Missa Solene.


CASA DA CULTURA

Gelmires Reis: poeta, historiador, contista, professor, promotor público, fundador da Academia de Letras e Artes do Planalto e membro de diversos órgãos culturais do Estado de Goiás e Distrito Federal.

Com tantos títulos e honrarias, o ilustre filho da antiga Santa Luzia ficou eternizado. Seja nos trabalhos escolares, nas fotos espalhadas pela as paredes do seu memorial na Casa da Cultura ou o mais importante, ao ser citado nos discursos políticos e educacionais ou carinhosamente lembrado nas rodas de conversas informais.

Filho de João Paulo dos Reis e Rosana Hermínia de Mendonça, nasceu em 14 de julho de 1.893 quando o mundo cultural sorria para mais um talento que surgia. Entrou para o ramo jornalístico em 6 de agosto de 1.910 no Planalto , primeiro periódico publicado em Luziânia, na seção charadística “Buchas”, sob a direção de grandes nomes locais como Evangelino Meireles e Plácido Paiva.
Estreou no júri no ano de 1.913 e dois anos depois como professor.

Mas como qualquer rapaz da época, Gelmires Reis também quis ter a sua própria família. Em 1.918, casou com Escolástica Benedito Carneiro.

Após um ano de casamento, ingressou na política e foi escolhido para o cargo de Conselheiro Municipal, que atualmente conhecemos com a nomenclatura de Vereador. E foi mais um sucesso na vida deste historiador, já que chegou a ser reeleito e depois em 1.927 ocupou o cargo de Intendente Municipal, ou melhor, o de Prefeito Municipal. Cabe lembrar, que nesses primeiros anos de República os municípios eram governados por um intendente eleito diretamente.

Já no ano de 1.934 foi nomeado Promotor Público da Comarca de Luziânia. Mas em 1.957 volta a exercer a sua paixão jornalística e lança a Folha de Luziânia. Outro grande marco na história de Luziânia foi a criação da Academia de Artes e Letras do Planalto – ALAP, a qual teve como um de seus fundadores e também como primeiro presidente da mesma, o nosso homenageado.

Mas no dia 11 de novembro de 1.983, aos 90 anos, morre Gelmires Reis. Esta matéria poderia até acabar por aqui, com o falecimento o qual , geralmente, é , o fechar de um ciclo.

No entanto, neste caso, é tão somente a continuação de um ciclo, de uma vida cheia de obras e acontecimentos.   Uma vida marcada pelo trabalho e pela luta, na busca de transformar a cidade de Luziânia em um importante ponto de referência cultural.

O trabalho de Gelmires Reis pode ser visto e admirado na Casa da Cultura de Luziânia Rui Carneiro. Lá estão alguns de seus livros como 100 Contos, Efemérides Luziânias, Folclore de Luziânia, Páginas da Roça, O Pombo Branco e muito mais. Além da sua máquina de escrever, que nos remete ao mundo tão íntimo da criação ou então os seus óculos, os quais fazem com que a imaginação viaje sobre tudo o que eles já presenciaram, desde o olhar paternal sobre a obra finalizada ou a vista turva depois de um dia cansativo de trabalho.

Descubra a rica história de Luziânia, em Goiás. Visite a Casa da Cultura. Leve as crianças para que possam conhecer um pouco mais sobre a antiga Santa Luzia e a era do ouro, para que vejam como era a sede da Prefeitura Municipal e da Delegacia ou ainda para entrarem na Sala das Cavalhadas. A Casa da Cultura de Luziânia Rui Carneiro funciona todos os dias das 8h às 11h e das 13h às 17h. Para agendar a visita de Escolas ou Colégios, basta ligar no 3906-3279.

Casa da CulturaFonte: http://www.cml.go.gov.br

HOSPEDAGEM

Hotel Saron
Endereço: Avenida Joventino Rodrigues, s/n Qd. 04 Lts. 01 a 04
Telefone: (61) 3601-2007
http://www.hotelsaron.com.br/

Corumbá Plaza Hotel
Endereço: Rua Manoel Elias, Qd. 36, Lt. 03 – Centro
Telefone: (61) 3622-4969
http://www.corumbaplazahotel.tur.br/

Hotel Tropical
Endereço: Rua Manoel Elias, Qd. 36, Lt. 03 – Centro
Telefone: (61) 3622-4969
http://www.hoteltropicalluziania.com.br


TURISMO

http://www.goiasturismo.go.gov.br/luziania/


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